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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Quando sentimos uma dor muito intensa, as vezes chegamos a implorar aos céus que alguém nos ajude...



Quando estamos sentindo uma dor desejamos ardentemente que alguém nos ajude porque acreditamos que sozinhos não somos capazes de agir. Acreditamos que talvez outra pessoa que não esteja passando pelo mesmo problema que nós, e que tenha mais capacitação possa fazer alguma coisa por nós. Muitas vezes imploramos para que alguém aja por nós.

 Estamos quase sem nenhuma energia, estamos tão contraídos que qualquer ação dói. Nossa mente abarrotada de tanta dor grita ruidosamente que necessitamos de ajuda. Muitas vezes nos perdemos imaginando nossa dor e nossas carências. Tudo o que conseguimos pensar é no muito que sofremos em tudo o que já perdemos e se vamos conseguir encontrar alguém que nos ajude.

Se conseguirmos penetrarmos um pouco em nosso sofrimento, deixa-lo vir a tona, se nos permitirmos sentir toda a dor que está nos consumindo, vamos sentir alivio sem duvida alguma. Porque o movimento nos dá alivio, é a paralisia o estado estático que o sofrimento nos causa, que nos leva a dor.

Muitas vezes o sofrimento é tão intenso dentro de nós que nos sentimos acuados, angustiados, decepcionados desesperados, a dor física, moral, emocional nos isola e nos torna impotentes.

Sentimos que o nosso sofrimento está nos marginalizando, que ninguém nos quer por perto, que não somos queridos ou desejados, e sem duvida alguma isso nos empobrece, nos tira do prumo, nos deixa pobres no sentido mais literal de pobreza. O sofrimento nos tortura e nos deixa vulneráveis.

Tenho certeza de que você conhece esse sentimento de sofrimento intenso, essa dor de necessitar de alguém que lhe dê a mão e não saber onde encontrar, de passar pela sua mente todas as pessoas que conhece e ter que ir descartando uma a uma por saber que ninguém vai agir a seu favor.

Tenho certeza que você já sentiu que o seu poço não tinha fundo, que a descida estava longa demais, e já desejou que lá no fundo do seu poço tivesse pedras pontiagudas, para terminar com tamanha dor.

Tenho certeza que você vá virou noites andando e pensando o que fazer amanhã? E o amanhã chegou e você ainda não sabia o que fazer... Tenho certeza que você já sentiu uma dor tão grande consumindo seu peito que por falta de espaço, teve que transferi-la para algum tipo de doença física, para conseguir lidar com ela.

Tenho certeza de que você já sentiu que era o pior dos seres humanos sobre a face desse planeta. Já chorou sozinho, e já perguntou onde está Deus que nunca te ouve.
Você sabe por que eu sei de tudo isso? Porque eu já passei por tudo isso, já vivi na pele tudo o que descrevi acima, e não por algum tempo, mas por tempo demais, e tive que aprender a  transformar minha vida, tive que modificar os caminhos por onde estava andando, tive que me transformar.

Mas para isso primeiro eu tive que aprender e entender que tudo isso eu teria que fazer sozinha, que fada madrinha não existe, ou melhor, existe sim, mas mora dentro de nós.

Eu criei um câncer por não ter onde colocar mais dor em minha alma. E agora nesse momento eu o estou transformando na minha maior lição de vida, no meu maior aprendizado. Eu estou a mais de cinco meses sem nenhum tipo de tratamento quimioterápico, no meu ultimo exame eu estava com nove metástases, com uma delas em cima da minha veia cava, de seis centímetros e meio, sem duvida os prognósticos para mim, não eram os melhores.

SEu comentário é importante para meu trabalho, deixe-o aqui.
Muito obrigado!
Fátima Jacinto
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