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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Nossos pensamentos e nossa qualidade de vida influencião no tipo de doença que teremos...



A nossa qualidade de vida, e de pensamentos está intrinsecamente ligados ao tipo de doenças que teremos. Por exemplo a relação entre os problemas sérios emocionais e o câncer, não podem mais serem contestados hoje. Há mais de dois mil anos o medico Galeno de Pérgamo notava que as pessoas deprimidas tinham mais tendência a desenvolver doenças dos que as otimistas.


Hoje já é aceito pela medicina ocidental que os desastres da vida, aqueles que nos ocasiona muito desgosto e sofrimento, as grandes infelicidades mentais, as viradas repentinas da sorte, os temperamentos de disposição taciturnas, as pessoas que acreditam que não podem fazer nada para mudar suas vidas, estão muito mais propensas a um câncer do que quem não tem esse tipo de reação e problema, sendo considerado esses problemas uma das poderosas causas da doença. 

Eu mesma encontrei uma relação tão clara a vida que levava, as coisas que permitia que fosse feita, e a morte do meu filho, que continuar a discutir essa associação seria desafiar minha razão.

Atualmente vários estudos mostram que uma grande proporção de mulheres com câncer de mama e de útero, estão convencidas de que suas doenças é a consequência de um grande estresse que elas não souberam administrar – um aborto, um divorcio, a doença ou morte de um filho, ou mesmo a perda de um emprego ao qual eram muito apegadas, e não rara vezes ao fato de não conseguirem se desvincular de uma relação de violência dentro de seus lares, de se sentirem impotentes diante da vida que está sendo oferecida a elas. 

Hoje não temos mais motivos para duvidar que há uma forte ligação entre os dramas inevitáveis da vida e o começo de um câncer. Fica a pergunta: Podemos mesmo nos fazer um câncer?

Tenho pensado muito sobre isso, principalmente no meu contexto. Depois de muito refletir, ler, cheguei a conclusão que quero compartilhar com vocês, porque acredito que pode ajudar a evitar doenças ou ao menos a nos equipar melhor para confronta-la.

A primeira coisa que devemos ter em mente é que é preciso de ao menos 5 anos ou até quarenta anos para que uma célula anormal ou seja um “grão ruim”, se torne um tumor canceroso detectável. Durante esse tempo, as células que eram inicialmente sadias se desregulam gravemente, seja por efeito de nossos genes anormais, ou o que é mais comum porque elas foram expostas a radiações, toxinas do meio ambiente, ou a outros cancerígenos. Note aqui a estreita relação entre o que ingerimos e absorvemos com o câncer também.

Em tudo que já li e estudei a respeito quero deixar claro que não se conhece nenhum fator psicológico capaz de fabricar esse “grão ruim” do câncer. Em outras palavras nada nos permite afirmar que o trauma psicológico pode ser a única causa do câncer. 

Mas assim como a nossa alimentação, a falta de exercício físico, e a qualidade da agua e do ar, certos estresses psicológicos põem sim influenciar profundamente o terreno no qual o “grão ruim” irá se desenvolver. 

A maior parte dos pacientes de câncer que conheço se lembram de uma fase especialmente de extremo estresse nos meses ou anos que precederam o diagnostico de câncer. O meu foi diagnosticado dois após a morte do meu filho. 

Não quero dizer com isso que a morte do Vinicius causou o meu câncer, eu comia pessimamente, levei uma vida desregrada e de grande estresse a maior parte do tempo, tive um casamento violento, tinha um sentimento de culpa imenso de não ter sido a mãe que meus filhos mereciam, viva uma loucura atrás da outra.  

Me sentia impotente diante das situações que a vida me apresentava, me sentia não amada, não querida, não desejada, e principalmente não me sentia útil a ninguém, tudo isso devido a anos de violência psicológica, talvez por isso eu não desisto da minha luta para esclarecer mulheres nessa situação. 

Tudo isso sem duvida acabou por criar “ o grão ruim” dentro de mim, e ele estava lá crescendo devagar e sempre, mas a morte do Vinicius deu um grande susto no meu “grão ruim” e ele se desenvolveu descontroladamente em dois anos muito mais do que nos anos anteriores. E por isso foi diagnosticado. 

Como você pode perceber não se trata de um estresse qualquer, é na realidade uma provocação da vida que nos deixou com um terrível sentimento de impotência. Muitos de nós que fomos diagnosticados se viram confrontados com um conflito crônico que parecia sem solução ou com obrigações tão pesadas que nos provocava a sensação de asfixia . 

Acredito que preciso insistir que essas situações não desencadeiam o câncer, mas que elas podem permitir que ele se desenvolva mais rápido. Hoje sei que os fatores que contribuem para o câncer são tão numerosos e variados que ninguém deveria se culpara por ter desenvolvido a doença. 

Em compensação qualquer pessoa que é diagnosticada com um câncer tema oportunidade de aprender a viver de forma diferente, com o provável beneficio de ajudar na recuperação. Pessoalmente estou fazendo esse caminho, e devo dizer que me sinto muito bem, em está conseguindo trilha-lo. 
Seu comentário é importante par ameu trabalho, deixe-o aqui.
Muito obrigado!
Fátima Jacinto

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