Pesquise neste blog

sábado, 26 de abril de 2014

Só entra no céu quem conhece o inferno. Porque o céu não aceita as máscaras que deveram ser queimadas no inferno....



Quando nossa mascara cai definitivamente, depois que conhecemos o inferno, só ai estaremos aptos a entrar realmente no céu, porque não tem como sairmos do inferno com nenhum tipo de mascara. Elas são queimadas no fogo da dor, do desespero, da impotência, do medo. Todas elas uma a uma vão sendo queimadas, e em seu lugar é criado uma nova pele a nossa verdadeira pele. 

A maior verdade que ouvi até hoje, é de que não existe ninguém no céu que não tenha conhecido profundamente os terrenos do inferno. Hoje sei  o que significa isso, cada uma dessas palavras, esse negocio de ser santo do nascimento a morte, de ser isso ou aquilo, é mentira. 

Primeiro você tem que provado do inferno,  e suportar tudo o que ele tem para você vencer cada uma das etapas que te são apresentadas, ai sim quando você sair de lá, você estará na gloria do céu sem a menor duvida. 

Não o céu poético inventado para ludibriar os mascarados, mas o verdadeiro céu. O céu onde você não consegue mais vive de faz de conta, o céu onde você não aceita mais se o que não é, o céu onde as meias verdades e as meias mentiras ficaram para trás. O céu onde as aparência tem pouca ou nenhuma importância, o céu onde os julgamentos não mais te importam, onde as mentiras sociais não fazem mais diferença nenhuma em sua vida. 

O céu onde você entende de pronto o que é a verdade e o que não é. O céu onde não existe negociação com Deus, onde não existe o faz de conta social. 

O céu onde você pode se dar ao luxo de dizer o que pensa, sem a menor preocupação se vai ou não magoar, algum mascarado. Depois da descida ao inferno, não existe mais a menor ilusão de que o Verdadeiro Deus, o Deus que mora e habita em nossa alma, se deixe enganar por qualquer falcatrua dos malandros sociais. 

Saímos do inferno bem conscientes, de que o faz de conta social não tem o menor valor para nós e nem para Deus. De que a tal sopa para os pobres uma vez por semana, que o agasalho no inverno, que tantas outras ações “sociais” cheias de “bondade”, são na realidade meros aplacadores de consciências pesadas, sem nenhum valor. 

De que o falar eu sou seu amigo ou amiga, e te ver passando necessidades serias sem levantar o dedo, infelizmente significa que você não é nunca foi e jamais será meu amigo ou minha amiga. Ou mesmo amigo de qualquer outra pessoa. 

Que amizade, grau de parentesco exige sim comprometimento e não apenas belas palavras que se vão com o vento para lugar nenhum. 

Saímos do inferno  libertos das amarras impostas pelas falsas bondades, falsas amizades, falsos laços de parentescos. Sem medo de perder o que nunca foi nosso, porque o que é falso nunca foi nosso então esse é melhor que se vá logo mesmo. 

Chorar pelo que estamos passando não é sinal de amor e muito menos de amizade, e sim de falsidade, quando o choro não vem acompanhado nem de uma ligação ao mês, quando o choro não em acompanhado do que você necessita verdadeiramente naquele momento. 

Uma pessoa com a mascara queimada pelo fogo do inferno, não é alguém fácil de se conviver nessa terra de faz de conta, a pele do seu rosto é nova, ainda está muito fina, e ela não aceita bem o faz de conta. 

Por isso talvez hoje eu não seja uma pessoa muito fácil de se conviver. Estive por tempo demais no inferno, por isso não me sobrou nenhuma mascara, passei lá grande parte da minha vida, até chegar bem no meio dele agora por ultimo. Foi lá que conheci a miséria humana, a inveja, a dor, a falta de compaixão, de amor, de alegria. Foi lá que conheci o que perder o que realmente amamos, foi lá que conheci a doença.

Mas também foi lá que encontrei mãos até então estranhas me puxando para o céu, e hoje sou imensamente grata a todas essas mãos de anjos que lá estiveram durante todo esse tempo segurando em minhas mãos e me guiando por onde era a saída. 

Seu comentário é importante para meu trabalho, deixe-o aqui.
Muito obrigado!
Fátima Jacinto
Postar um comentário
Custom Search