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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sempre temos escolhas, mesmo que seja a escolha de sermos vitimas da situação. È uma escolha!



Tudo em nossa vida é escolha, a única coisa que realmente não podemos escolher é exatamente a opção de escolha. Não tem como não escolhermos. 

 Quando escolhemos não escolhermos na realidade já fizemos a nossa escolha escolhemos a indecisão. E nesse caso é natural que nos sintamos sobrecarregados por assuntos pendentes e mal resolvidos, por relações obscuras e condições confusas, no entanto, algum beneficio teremos com essa nossa decisão, caso contrario não teríamos escolhido assim. 


E e esses benefícios se pareceram mais importantes e agradáveis e muito mais fáceis, porque esse foi a nossa escolha. Mesmo quando estamos perdidos em meio a varias possibilidades de escolhas, mesmo que não possamos ou queiramos decidir (afinal, tudo esta tão bem assim), o nosso problema é a hesitação e, em seguida, assumir a responsabilidade também pelas consequências da nossa indecisão. 

Sempre escolhemos, consciente ou inconscientemente, mas justamente a escolha consciente é que nos confere dignidade e responsabilidade autentica que brota de dentro de nós de uma decisão que tomamos conscientemente. Quando escolhemos o fazemos sempre faremos o que escolhemos. 

A não ser que você viva em regime de escravidão total, ou em alguma situação de risco enorme como na época da segunda guerra mundial, você jamais poderá dizer que sua escolha não foi feita de livre vontade, porque todas as nossas escolhas como já dissemos em posts anteriores são sim feitas de livre vontade. 

Responsabilizarmos outras pessoas ou mesmos as circunstancial que estamos vivendo por nosso bem estar ou por nossa infelicidade nos enfraquece e não nos leva a lugar nenhum. Talvez esses subterfúgios até consiga desviar a atenção sobre nós, mas não muda nada, colocar a culpa nos outros é uma mera desculpa para podermos permanecer passivos e justificar a nossa inflexibilidade e tolerância. 

O que nos diferencia dos demais seres existentes nesse planeta  é isso, a nossa capacidade de escolher, a nossa determinação própria diante da nossa vida, que na realidade é o nosso ponto mais alto do sucesso, e é assim que alcançaremos saúde e felicidade, poder, dinheiro. 

Não importa como e por que motivo fizemos nossas escolhas na vida, e como é bom ter consciência dessa atribuição! É isso que nos diferencia daqueles que estão sem poder, porque quando escolhemos também ou principalmente termos poder em nossa vida.

Sabemos que temos varias camadas, ou como costumo dizer, existe muita gente dentro da gente, temos a bagagem que nossos pais nos deram, que nossa sociedade nos deu, que as leis de onde vivemos nos impôs, da cultura que assimilamos nos enviou. Mas a nossa liberdade, o nosso livre-arbítrio está lá. Temos junto com tudo isso a nossa vontade livre.
Sou eu e apenas eu que escolho o que vou fazer com todas essas “gentes” com todas essas bagagens que carrego. 

E nessa hora que muitos de nós preferimos nos destacar como sócios fundadores e de honra do clube das vitimas, e ainda escrevemos em nosso assento bem pequeninho e envergonhados “dignidade”.

Poder decidir? Poder a gente pode sim, deveria poder ao menos. Mas o que nos impede de viver com responsabilidade própria? Por qual motivo a nossa liberdade em nossa sociedade está quase no esquecimento? Por que o poder de decidir  é tão penoso? Onde estão os motivos pelos quais aparente poucas pessoas levam uma vida cheia de animo e determinação própria? Por que contamos com os outros para realizarem nossos sonhos e desejos?  Por que preferimos correr atrás de objetivos e expectativas que os outros colocaram diante do nosso nariz? Por que muitas vezes nos sentimos desanimados, desmotivados, sem forças para tomar decisões.

Sabem porque: porque se não nos foi confiada energia própria, somos acostumados a buscar essa energia fora para termos ação. Nesse caso são os outros que nos motivam, que toma conta de nós, que nos empurra, e em retribuição, deixamos que os outrso decidam por nós, ás vezes passando por cima de nós. 

Pense nisso por favor!
Seu comentário é importante para meu trabalho, deixe-o aqui.
Muito obrigado!
Fátima Jacinto.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nós estamos no controle sempre, mesmo diante da morte



Uma pessoa imersa na mais absoluta impotência, atirada sobre uma cama e submetida a um balão de oxigênio demonstra que se pode sempre ser mestre do momento, mesmo quando estamos aparentemente sem opções nem poderes para barganhar com a vida.
As pessoas insistem  numa dimensão de Amor tão longínqua da realidade de Verdade. 
Não é preciso escrever livros para se salvar.

 Não é preciso sequer estar em domínio pleno de qualquer função vital; não são necessários grandes blocos de tempo: basta um único momento.


Não é nem ao menos necessária a troca com alguém conhecido, sendo suficiente um único e verdadeiro encontro. Não são necessárias ideias, técnicas ou razão. Basta vibrar na sintonia humana e evocar no outro uma mesma manifestação. Neste caldeirão onde a experiência de ser é comum a todos que trocam, não há mais percepção de si mesmo que faça sentido na ideia de que alguém se encerre em si mesmo.

O eu no outro e o outro no eu são explicações para esta eterna saudade de algo que nos faz falta; o outro, aquele/aquilo que não sou, traz em si, por sua vez, algo que também não é parte de si próprio.

Não há melhor forma de beijar a morte do que reconhecer o outro — o que não somos e onde não existimos nós mesmos.

O mesmo 1/7 de morte, de falta, de não ser é o material do qual é feito o outro dentro de nós.

A morte é que nos faz sociáveis. Ela é que nos faz amar o outro.
O outro é a forma mais real que possuímos de experimentar a morte, o não ser. Conseguir olhar o outro em sua alteridade é reconhecê-lo não em relação a nós ou como sendo nós mesmos.

Ao vê-lo como tal, estamos diante da morte sem medo, sem desespero.
É como se estivéssemos num mundo invertido, onde ter saudades do outro não nos faz reconhecê-lo e nos leva ao desespero.

Por outro lado, ter saudades de nós mesmos nos encaminha ao outro; no outro nos encontramos salvos de "sermos apenas em nós mesmos".

Em nenhum momento devemos nos permitir mergulhar dentro de nós mesmos num comportamento eremita, o que representa em si o desespero.

Todo aquele que é vivo, que inicia sua caminhada pela vida ao que está no limiar do fim deste processo, precisa do outro.

É comum que pessoas gravemente enfermas experimentem ao enfrentar as questões de sua finitude um desejo de se afastar dos outros.

Fazem isto movida pelo inconformismo de que os outros lhe relembram constantemente tudo que estão por perder.

A vida do outro que continua, ou as oportunidades do outro que continuam mesmo depois de nossa morte são quase que insuportáveis.

Cada risada do outro, cada olhar do outro é vivido como uma bofetada. E nem sequer é preciso tratar-se de um ser humano.
 
Cada vez que o sol nasce é uma bofetada, cada barulho de vento ou gosto apreciado é uma bofetada. Ou seja, tudo aquilo que não é parte de nós e que "não se extinguirá" quando nós nos extinguirmos, nos agride.

Esta é a atitude do desespero, que lê no outro a morte como um escuro onde não estamos.
A incapacidade de reconhecer a si mesmo no outro é desespero.

A visão que, ao contrário, vê no outro parte de si mesma, salva.  A vida é definida como uma infinidade de oportunidades que nos permitem realizar este mesmo fenômeno de auto reconhecimento nos outros, sejam pessoas ou coisas.
 
A cada um destes reconhecimentos nos certificamos deste pequeno elemento de exterioridade que possuímos e somos tomados pelo sentimento da esperança.
Estes encontros são o que os mestres chamavam de reconhecimento das fagulhas divinas espalhadas pelo mundo.

Cada vez que descobrimos a nós mesmos fora de nós, grande é a euforia de saber-nos maiores do que imaginávamos ser.



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Muito obrigado! 
Fátima Jacinto
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