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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Somos nossos piores inimigos!



Nossos diálogos internos são frutos das nossas experiências de vida. Que se enraizaram em padrões de resposta as situações que experimentamos em nosso dia a dia. São nossos diálogos internos que nos denigre que nos coloca para baixo, que nos julga, antes de qualquer julgamento externo. Nossos piores inimigos não são tão cruéis para conosco, como nossos diálogos internos nos faz sermos.

As vozes em nossa cabeça ditam as regras pelas quais devemos viver nos mantendo presos aos mesmos ciclos viciosos e assim destruindo nossa auto estima, e nossa capacidade de amar livremente.

Nossas vozes pertencem ao nosso passado, por isso são prejudiciais, elas são dissociadas dos eventos atuais, que as fazem emergir e ecoarem de momento a momento, julgando o nosso presente com valores passados.

Talvez em alguma situação passada existisse uma boa justificativa para alguns desses nossos diálogos, que são basicamente nosso conjunto de crenças, valores e ideias que aprendemos com nossos pais, educadores e quem mais nos educou.

É bem provável que em nossa infância e adolescência as nossas vozes tenha nos ajudado a sobreviver aos momentos de dores emocionais.  Mas como adultos que somos, temos capacidade de nos defendermos, sem a necessidade da fuga e do julgamento proposto por nossos diálogos internos.

Mas inconscientemente continuamos a distorcer a visão dos eventos que vivenciamos para justificar o nosso dialogo interno. Somos prisioneiras que nos unimos aos nossos carcereiros por assim dizer.

Quando não observamos essas nossas vozes internas, elas ficam sem controle, e os comentários depreciativos que fazem a nosso respeito acabam por destruir a nossa autoestima, e nos manter em uma eterna situação de subjugação diante dos problemas. Entender que esse dialogo foi criado por nós mesmas em outra situação e aprender a controla-lo antes de sermos controladas por ele, é uma das necessidades básicas para conseguirmos modificar nossa vida.

Creia-me nossos piores agressores estão dentro de nós, e são esses nossos diálogos internos. São eles que primeiro nos assusta, e nos mantém presas a qualquer situação de risco, nos dizendo que não somos capazes, que não vamos conseguir que não merecemos nada de melhor, e por ai vai à lista de problemas que essas vozes são capazes de criar é imensa.

Como qualquer agressor, nossas vozes internas nos assustam nos levando a acreditar que o mundo é perigoso e que precisamos obedecer a certas regras para sobrevivermos e evitarmos a dor emocional.

Nossos comportamentos e respostas emocionais estão sempre seguindo as ordens das nossas vozes, refletindo assim o nosso passado e se repetindo sempre. De forma inconsciente não temos controle suficiente para conseguirmos escapar desse circulo vicioso.
São também essas nossas vozes que julgam o que merecemos ou não receber da vida, o que é ou não seguro ou perigoso experimentar.  Limitando assim de varias maneiras nossos relacionamentos e nossa vida.

E nós nos comportamos normalmente de maneira a manter essas vozes bem vivas dentro de nós, interpretando o que nos acontece, as nossas experiências de acordo com o que as vozes nos dita.  Acreditamos que assim estamos evitando a dor, e por isso nos restringimos sem nunca chegar a veracidade do que as vozes nos diz.

Como podemos observar normalmente as vozes em nossa cabeça não nos beneficia, ao contrario elas nos leva a uma negatividade gratuita, tirando nossa energia e motivação para agirmos e modificarmos situações que nos mantém presas em dores emocionais.

Seu comentário é importante par ameu trabalho, deixe-o aqui.
Muito obrigado!
Fátima Jacinto

terça-feira, 15 de abril de 2014

Todos temos acontecimentos passados que gostariamos de mudar ou de esquecer definitivamente....



Todas nós temos alguns acontecimentos passados  em nossa vida que gostaríamos muito de mudar, de esquecer, ou ao menos que eles não interferissem tanto em nossas decisões no presente.  Desejamos ardentemente modificar nosso passado.  

Quando visualizamos as reações que tivemos diante de certos acontecimentos nos envergonhamos tremendamente delas, e gostaríamos que essas lembranças dolorosas não nos incomodassem mais.

São situações que nos causam um impacto emocional tremendo, e não conseguimos muitas vezes entender como se inicio o processo dessas lembranças dolorosas que insistem em nos perseguir.  São lembranças que nos incomoda, nos deixam paralisadas ou angustiadas, e que acabam por se transformarem em um serio problema em nossa vida.

Muitas vezes revivemos cenas de um passado remoto, como da nossa infância ou adolescência, cenas que nos angustiaram e que continuam a nos angustiar quando revivemos.

Esses maus momentos vividos e revividos diminuem nossa autoestima, nos mantendo presas a situações que não conseguimos experimentar emocionalmente.

São na verdade nossas emoções enterradas vivas, que estão voltando para nos assombrar. “Quando não conseguimos experimentar uma emoção, escondemos,   dentro de nós e procuramos esquecer o fato, acreditamos que assim nós estamos ‘enterrando” o assunto, ledo engano minha amiga. As emoções que enterramos vivas permanecem vivas, e vão sempre voltar para nos assombrar nas horas mais improprias.

Em qualquer situação levemente parecida com a que gerou a emoção, nosso cérebro projeta automaticamente nossas experiências passadas  e toda a carga emocional não reverenciadas volta a tona, em forma de diálogos internos mais ou menos assim: “Todo mundo está contra mim” “Não mereço ser amada”, “Não sou digna de confiança” (Essa sempre foi a minha predileta), “Tudo me conspira para me derrubar”, “Sou mesmo uma burra”, e por ai vai, poderia encher essa folha falando do que somos capazes de nos dizer para nos colocarmos para baixo.

Agora me responde sinceramente: Nós precisamos de inimigos para que? Somos tão perfeitas no papel de nossas próprias inimigas que podemos perfeitamente suplantar os de fora.

É a maneira como usamos as referências que temos a nosso respeito que vai determinar o que sentimos e acreditamos que somos.  Bem eu adoro perguntas, acredito que são as perguntas que nos levam a encontrar nosso caminho. Então que tipo de referência você tem sobre quem você é?

Quais experiências em seu passado moldou a pessoa que você é hoje?  Algumas de nós fomos estupradas, abusadas sexualmente, abandonadas, tivemos nosso lar desfeito, vivemos em uma situação de miséria absoluta em nossa infância. Isso acontece com muitas de nós sem nenhuma duvida. Mas cada pessoa que vivenciou está mesma experiência criou uma convicção especifica baseada na experiência.

Algumas de nós por ter tido essa experiência são convictas de que não vale a pena viver, e por isso não conseguem sair da depressão, tentam o suicídio, e tantas outras formas de destruir a própria vida, outras usam a mesma experiência para estudarem, expandir suas vidas, crescer e ajudar outras pessoas que estejam passando pela mesma situação.

A experiência foi à mesma. O que mudou então?  Mudou a forma de olhar as mesmas referencias, é o que imaginamos na verdade é que é a nossa verdadeira referencia. E não o fato em si.  Nossa imaginação é muito mais potente do que qualquer fato, do que a nossa força de vontade, isso vale tanto para nos apoiar como também para nos derrubar.

É nossa imaginação que desencadeia dentro de nós o senso de certeza, que projeta em nossa mente as limitações do nosso passado. Se você conseguir entender isso profundamente, sem nenhuma duvida, você estará apta a dar o pulo que irá modificar sua vida permanentemente.

É assim que tenho conseguido transformar a minha.   
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Muito obrigado!
Fátima Jacinto

sábado, 12 de abril de 2014

Acreditamos ser impossivel enfrentar nossos medos



Enfrentar nossos medos parece ser uma coisa quase impossível. Costumamos ficar tensos só em pensar na possibilidade. Eu entendo perfeitamente essa terrível sensação. Conheço profundamente o que é o medo porque já o experimentei em minha vida tanto e de tantas formas.

 Quero que saiba que não estamos sozinhos, você e eu, estamos acompanhados de toda a humanidade. O medo é onipresente. Todos o sentem. E descobri uma coisa todos sentem medo pelo mesmo motivo. A origem de todo medo é o desconhecido. Todos os nossos temores vem da incerteza que sentimos diante de algum fato, ou possibilidade. 

Não saber o que vai nos acontecer em seguida. Quanto mais incerto for nosso futuro, mais há o que temermos. É essa incerteza que se coloca entre a transformação que desejamos e sonhamos, e o que realmente conseguimos. 

O medo nos leva sempre esperarmos o pior, a duvidarmos da possibilidade do melhor.  Todo o medo tem a ver com a incerteza, com a nossa incapacidade de prever o futuro. 

Nosso cérebro prefere a previsibilidade, a certeza e o controle. Quando as coisas parecem incertas e não sabemos o que acontecerá em seguida, nosso cérebro tenta chegar a uma conclusão. Ele então escreve sua própria narrativa. E é ai que está o problema, porque essa narrativa é sempre muito imprecisa, e na maioria das vezes é também negativa. E são os nossos pensamentos negativos que criam as situações de ansiedade e incerteza em nós.

A negatividade é uma tendência nossa humanos. Todos nós nos lembramos mais das coisas ruins do que das boas. Por exemplo, sempre nos lembramos mais das coisas tristes que aconteceram em nossa infância do que das alegres e boas, em um relacionamento quando termina, nos lembramos das brigas e dos defeitos do parceiro, mas nos esquecemos dos momentos alegres e das qualidades que esse mesmo parceiro tem que nos atraiu para ele. 

Essa nossa tendência negativa influencia a maneira como vemos o futuro. Por causa dela somos inclinados a prever desastres, a tristeza, a destruição e o fracasso. E é isso que gera o medo que nos paralisa.

Mas quanto mais fugimos do medo maior ele fica. Quando tentamos evitar o medo estamos na verdade dizendo a nós mesmos “Isso é assustador”. Evitar o que nos aterroriza apenas reforça o nosso próprio medo, e permite que ele cresça e se torne ainda mais debilitante. 

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Fátima Jacinto

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